quinta-feira, 9 de abril de 2015

Não está sendo fácil

A pessoa tá aqui no trabalho, meio da tarde de uma quinta-feira, uma pilha de processos pra cadastrar, aquela vontade de sentar na BR e chorar...

Liga aquela playlist maneira do youtube no celular e tá ela lá, cantando...


Não está sendo fááááácilll, não está sendo fáááá-áááá-cillll...

Je suis KatiaDeficienteVisual.

Piada interna e rindo litros (de água, porque tou sem coca-cola faz 3 dias e num tou boa não, digo logo!)

Então tá, né?


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Artimanhas de um casamento feliz, episódio 1: a tela azul do windows

A pessoa casa porque espera amor e compreensão do parceiro. Aí, um dia, chega em sua residência com a barriga ruim e percebe que aquele textinho que o padre faz a gente repetir na igreja faz todo sentido.

Enquanto a barriga mexe e dispara sinais de gases incontroláveis, a pessoa, que já está constrangida com a situação, vê a telinha azul do windows subir no notebook que está aberto e apoiado em seu colo. Coloca a máquina pra reiniciar e, enquanto espera o programa voltar, aproveita a deixa indo até o banheiro (junto com o computador, claro, pra ajudar a passar o tempo). Tenta, então, livrar-se daquele incômodo que teima em fazer roc roc na barriga. 

Silêncio no quarto. Tela azul do windows. Banheiro. Windows voltando. Descarga. Sobe janelinha de bate-papo do facebook:

- Amor, quer ajuda? (ironiamodeon)
- Não, obrigada. Ainda consigo limpar minha bunda sozinha.
- Cheirinho, hein? Deve ter sido isso que deu a tela azul do windows. Nem ele aguentou.

Fecha a janela. Sai do banheiro. Silêncio. 

- Na saúde e na doença, nada mais a declarar.

Como diria meu professor de Marketing Pessoal, um bom argumento faz toda diferença. Gargalhadas de compreensão.



Casando, cagando e vivendo. A receita de uma vida feliz.

Combo Ghost

Bronquite alérgica, bombinha de Duovent, xarope e antialérgico. Esforços físicos noturnos não compatíveis com o nível de oxigenação corporal. Combo de quase morte, vai por mim.

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Ghost, a gente se liga em você. Sem mais.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cozinhando Macaxeira e Pensando...

São 3 anos de capital. 3 anos que eu deixei pra trás minha vida de sessão da tarde, bolo quentinho no final da tarde e café com leite no jantar. O amor conhece razões que a própria razão desconhece, é verdade,  não há frase mais brega e verdadeira que essa. E olha, esses meus últimos 3 anos foram equivalentes a muita coisa, vi?

Num dos locais por onde andei, posso dizer que fui bater no ambiente mais hostil que tive contato. A primeira cena que me marcou (e rende risadas depois de passado o perrengue até hoje) foi uma criatura encaralhada numa sala, procurando deussabeoquê, sacudindo tudo que era caixa no chão, reclamando e bufando que nem um touro. Em tempos de sanidade, eu teria saído correndo de perto daquela doida, mas sabe-se lá por qual conjuntura astrológica, eu acabei resolvendo pra ver no que dava. Cheguei do interior, sem um treinamento sequer e me meti nesse mundo estressante ao extremo, que me fazia chorar diariamente quando chegava na casa da minha sogra (sim, porque eu achei pouco e ainda fui morar com a minha sogra, que obviamente não fazia jus ao estereótipo. Beijo, sogra, te amo, tá?)

Foi a pior experiência da minha vida. Juro. Aconteceu de um tudo: conheci gente escrota, trabalhei que só um jumento de carga, fui humilhada, fui o pior que eu poderia ser. Quase me rendi ao capitalismo insano que não sabe tratar gente como gente e que não vê limites às aflições que pode submeter uma pessoa. Tive os piores domingos da minha. Não que domingo seja um dia dos melhores, mas os meus eram aterrorizantes. Tempos depois, por conta do MBA, descobri que se tratava da Síndrome do Fantástico, que, no meu caso, não precisava chegar a tanto, poderia ser até chamada de Síndrome da Turma do Didi, pois na hora que eu acordava, já tinha vontade de morrer. Sem noção.

Mas digo, da altura da minha desgraça, que foi o melhor aprendizado que tive. Também conheci gente da melhor qualidade, vivi situações de desconforto sem surtar na batatinha, ouvi verdades que me doeram e, sobretudo, aprendi a lidar com momentos impróprios, difíceis, de pressão. Foi a pior experiência para a melhor escola. Lá, eu percebi que tudo que meu pai me dizia fazia todo sentido. Lá, eu percebi que as lições de humildade da minha mãe eram raras. Lá, eu vi que eu era uma criança de escola primária, querendo lidar com gente pós-doutorada em mercado.

Bastou uma frase e a conjuntura astrológica se desfez. Segundo minha terapeuta, essa frase foi tão marcante que até hoje eu carrego as consequências dela. "Não sei porque o estresse, aqui é de senso comum que o que você faz é feito por qualquer um, qualquer pessoa..." Nas entrelinhas, eu li na testa da minha interlocutora: você não é nada, Fabiana, vo-cêêêê, não é nada, não pense o contrário, eu vou humilhar você e você vai continuar sendo nada. Nesse momento, eu vi todos os dias que eu trabalhei das 9 da manhã até às 9 da noite, com 10 minutos de almoço, sem intervalo, acumulando funções, aguentando piti e sem nenhum salário que justificasse um esforço tão grande. Não respondi. Saí de lá com o nariz sangrando pra ouvir um médico dizer que eu estava com picos de estresse. Atestado na mão, 5 dias sem trabalhar, tempo necessário pra conjuntura astrológica se fortificar e tomar a decisão de sair.

Aí algum parco leitor dessa bosta me pergunta: mas por que demorou tanto? Sei lá, vai ver era alguma expiação que eu precisava passar. Tipo, karma mesmo, sacomé? Naquele dia, naquele momento, eu liguei o primeiro foda-se da minha vida. E foi libertador.

Saí sem brigar por nada, sem nenhum plus de assédio moral, sem PL, sem PN - porra nenhuma. Mas recebi uma proposta de trabalho de gente decente que nunca tinha me conhecido antes e que só me conhecia do trabalho que eu havia desenvolvido naquele ambiente desgraçado. Foi minha salvação. Ainda passei muito perrengue, mas isso é história pra outro post, por hoje chega.

Vou ali cuidar da minha panela de macaxeira, que já já o cônjuge chega da aula e eu, como boa esposa, tenho que botar o jantar, afinal meu pai me disse no dia que eu casei que eu cuidasse direito do meu marido. Eu, como boa filha, fiz que sim com a cabeça e nem ousei discordar. Das outras vezes que discordei, acabei numa cidade estranha, com gente esquisita e tomando lição de vida pra ninguém botar defeito.

É isso.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Eu voltei - ou não!

Então, sabe aqueles segundos improváveis pelos quais todo mundo deve passar na vida? Olhei pra frente, olhei pra trás e tragicomicamente me senti dentro do Dia da Marmota (alguém já viu esse filme?), dormindo e acordando na mesma rotina, com os mesmos problemas, com as mesmas angústias, com as mesmas neuras trintonas. Sabe como é, em tempos idos eu me expressava menos seriamente, sabia dar risada das minhas desgraças e desmantelos (corretor ortográfico, eu te dispenso, sou pernambucana e desmantelo faz parte do meu vocabulário) enquanto ia vivendo, vivendo, vivendo.

Aí num belo dia a pessoa muda de casa, de cidade, de rotina, vem parar num caos cinematográfico (um troço assim meio Mad Max), percebe que o buraco é mais embaixo e o humor, antes tão fácil de fluir, foi mudando, moldando, desesperando, desaparecendo.

Não sei, mas tem dias que eu olho no espelho e não sou mais eu mesma. Vai, me diz que eu estou velha, eu aceito, faço terapia mesmo, tô pagaaano. Taí, uma das coisas boas que o caos me proporcionou foi entender que terapia não é só pra quem é doido daqueles que come cocô temperado com pimenta, mas também pra gente relativamente descompensada (como eu). E faz muito bem, obrigada. 

Aí tem aquele troço que eu também achei pouco e resolvi casar, sendo que meu digníssimo, que me conheceu nos tempos do humor inteligente, andou me dando umas indiretas meio diretas, dizendo que eu voltasse a escrever, coita e tal, e eu, que sou dessas que se deixa influenciar por um bom papo de alcova matrimonial, engoli a conversa e resolvi voltar a ter um blog.

Continuo com aquele mesmo pensamento: será que alguém vai ler essa bosta? Sei lá. Isso já me importou em outras encarnações (vejam bem, caros e parcos leitores - andava com saudades dessa expessão! - a vida mudou tão drasticamente que é mais ou menos como se eu tivesse desencarnado e encarnado novamente), mas atualmente, sei lá, pago terapia é pra isso mesmo.

Enfim, este é o primeiro, espero que não seja o último. Tenho sentido saudades de escrever, sabe? São 3 anos sem uma palavra sequer publicada e eu não poderia voltar do ponto que parei. Vida caótica nova, palavras novas, blog novo. Bora ver no que dá.

Né?!